Quem Sou Eu?
  • Sou estudante de Ciências Contábeis na Universidade Federal do Maranhão. Trabalho há quatro anos com Aplicações Web em um empresa de Telecomunicações na cidade de Imperatriz-MA. Sou autodidata em PHP, MySQL, HTML, CSS, JavaScript, JQuery.
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    O que é HTML5 afinal?

    Postado por: Rafael Correia Paz em 07 de Junho de 2010


    Recentemente, tenho visto os termos “HTML5″, ou “site HTML5″, ou ainda “aplicação HTML5″ circulando na internet com bastante frequência. Sem fugir do que se pode dizer “uma tradição”, toda nova terminologia que aparece na web quase sempre provoca alguma confusão. Com o objetivo de criar alguma ordem a partir do caos, tentarei explicar o que eu entendo como HTML5 considerando as diferentes terminologias, contextos e referências correntes no universo web.

    HTML5 é simplesmente a nova versão ou nova especificação da linguagem de marcação usada na web. Ela inclui inovações tanto em marcação (novas tags) quanto em recursos (APIs). É aí que parte da confusão ocorre. Em alguns momentos, refere-se ao HTML5 significando o uso dos novos elementos como header, footer, section, article ou canvas. Em outros, utiliza-se o termo HTML5 fazendo referência ao uso das novas APIs como vídeo e áudio (nesse caso incluindo as tags), drag and drop nativo, canvas, cross-document communication e local-storage, não necessariamente representando uma alteração na estrutura semântica. Além disso, é comum se associar o termo HTML5 ao pacote HTML5/CSS3 englobando a nova versão CSS que também traz significativos melhoramentos.

    As aguardadas funcionalidades introduzidas pelo HTML5 ampliam os horizontes dos desenvolvedores colocam a web na posição de se consolidar definitivamente como plataforma de aplicações. A partir do momento que esses recursos passam a ser implementados pelas novas versões de navegadores como Firefox ou Safari, é natural se esperar que muitos desenvolvedores comecem a explorar as novas funcionalidades. As explorações resultam em protótipos e versões de teste que acabam incorporadas e publicadas. Além de exemplos famosos como o http://www.youtube.com/html5, no site http://html5gallery.com/, é possível encontrar diversos exemplos de desenvolvedores de todas as partes do mundo (incluindo alguns bons sites brasileiros).

    Um ótimo nicho para desenvolvedores HTML5 são os dispositivos móveis. Normalmente, esses dispositivos vem com um navegador embutido no sistema operacional que, em geral, contém pelo menos uma implementação parcial do HTML5. Por exemplo, o engenho de renderização Webkit (http://webkit.org) contido em navegadores de diversos dispositivos móveis, é um dos pioneiros no suporte aos recursos das novas versões do HTML e CSS: esse é caso do já consagrado iPhone e do novíssimo iPad. Em muitos casos, além da implementação dirigida para o formato web, o HTML5 pode ser usado como componente em aplicações nativas. Por isso, é comum se ver expressões como “site HTML5″ ou “aplicação HTML5″ associadas a dispositivos móveis.

    Não custa lembrar que a especificação do HTML5 ainda está em andamento e é bastante provável que haja modificações antes da versão final. Entretanto, acredito que isso não represente uma barreira para os desenvolvedores ou para o mercado e ainda veremos muitos sites ou aplicações HTML5 lançados antes da especificação final. Assim é a web, sempre em movimento.


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